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The Limping Mackerel

The Limping Mackerel

31
Mai18

Orgulho

Portugal é um país um pouco marreco. Não basta sermos baixinhos quando comparados com a maioria dos europeus, andamos com ombros encolhidos e pescoço caído. Acho que isso se relaciona com o nosso comportamento.

Nós, portugueses, somos um povo passivo-agressivo, sem orgulho e confiança. O que leva a mesquinhez e inveja, muitas vezes direcionadas para o nosso compatriota. Para o português é mais fácil desvalorizar o outro do que melhorar o próprio (para depois esfregar na cara, mas pronto; não abdico da inveja, apenas acho que deve ser melhor direcionada). Não entendo, caralho.

É triste sermos tão pouco patriotas. Digo, e acredito perfeitamente, que nascer português neste mundo é de uma sorte tremenda. Podia ser melhor, tudo pode ser melhor, mas o que temos é bom.

30
Mai18

30-05-2018

Agora a eutanásia está outra vez de volta à atenção pública. (Porquê? Não sei.)

Depois de pensar muito sobre o assunto, cheguei a uma conclusão: não sei o suficiente sobre o tema para ter uma opinião formada e educada sobre o mesmo. E sou demasiado preguiçoso para o fazer de momento, porque aqui e agora não é relevante para a minha vida.

A única coisa que posso opinar sobre esta situação é: a maioria dos deputados (provavelmente) não tem a informação necessária para fazer uma escolha responsável. E creio que essa ignorância se estende a outros temas e decisões do dia-a-dia parlamentar. Pessoalmente, isso é que me fode o juízo.

27
Mai18

gratidão

Dois conceitos que aparecem em livros e artigos de auto-ajuda e do género são a aceitação e a gratidão. Aceitar a realidade e a nossa condição, e a gratidão pelas oportunidades que nos são dadas, pelas experiências que temos e pessoas com quem partilhamos a nossa vida. Queria ser melhor pessoa, queria resolver os meus problemas. Então, fiz esse exercício, peguei em algo que me marcou e transformei isso numa coisa bonita.  

(não, não vou usar este estrangeirismo, na minha altura ainda não existia tal coisa, era apenas, não sei, natural, miúdos a serem miúdos, normal)

Obrigado por me fazerem uma pessoa melhor, mais humilde, mais calma, menos egoísta. (tens de ignorar as palavras, os toques, tens de aceitar)

Obrigado por me ensinarem a respeitar os outros e mostrar mais cortesia e consideração pelos outros. (eles são melhores que tu, eles têm bom nome e dinheiro, eles têm família, tu não tens nada, tu és nada, lixo)

Obrigado por me ensinarem a aceitar os outros, com as suas diferenças e feitios. (é culpa tua, eles não têm culpa que sejas diferente)

Obrigado por me incutirem o desapego pelas coisas materiais. (és lixo, tudo o que tocas é lixo; metes nojo)

Obrigado por me ensinarem a ser paciente. (não podes responder; se respondes perdes a razão; haha, o que estou a dizer, tu nunca tens razão)

Obrigado por me fazerem aceitar quem sou, com as minhas falhas e defeitos. (é tudo culpa tua, só te acontece porque és uma besta)

Obrigado por me ensinarem a ser independente. (vais estar sempre sozinho, ninguém quer saber)

Obrigado por me mostrarem que o mundo é belo e cheio de oportunidades. (mas não para mim, nunca para mim)

 

26
Mai18

26-05-2018

Não gosto de televisão. Adorava, cresci com ela, mas agora, meh. Estou demasiado cínico para acreditar nela.

E é sempre a mesma coisa - os mesmos anúncios, as mesmas ficções, as mesmas caras, a mesma voz - tão uniforme e tão previsível, e não é isso o pior, o quão previsível é? Não há surpresas, não há diferenças, não há algo que pegue nas expectativas e as foda para lá do limite.

(Tipo este blog, yuck yuck.)

(Porque é que tenho de continuar este exercício? É aborrecido, doloroso, e não estou a ficar melhor...)

24
Mai18

24-05-2018

Hoje queria ser mais alegre, mais esperançoso. Queria escavar no meio do lixo e procurar algo bonito para partilhar, mas não consigo encontrar algo fofinho e saudável.

 

Oh pá, passei a semana toda a remoer uma pastilha com décadas. Tenho impulsos, comportamentos aberrantes, certo? Sei que são aberrantes e por que é que são nojentos e doentios. Tenho isso bem estruturado e explicado a nível intelectual, e para cimentar tenho uma reacção emocional adequada. Essa parte está top, cem por cento.

O problema é que também tenho uma explicação para os meus piores impulsos, e para mim, eles são completamente válidos. A emoção é outra coisa. A única coisa que sinto é rebeldia e satisfação por fazer o que realmente quero.

Resumindo, duas direcções opostas, meio a meio na racionalização e a emoção é a única que me mantém no caminho do bem. Hmm. Escrever isto ajudou.

23
Mai18

23-05-2018

Ando um pouco desanimado. Por muito que interagir com outras pessoas seja cansativo é algo que preciso; quando fico isolado tenho tendência a esquecer-me de como agir, como ser uma pessoa. Sinto que vivo um pouco em função de outros, e quando fico por mim perco a direcção.

(Mentira, mentira, sou demasiado egoísta para pensar para além dos meus desejos. Vil, vil!)

Tenho que me lembrar que quanto mais depressa acabar este trabalho, mais tempo livre tenho para os trabalhos de verão. Lembrar, lembrar, não esquecer, não me distrair.

(Preguiçoso, calão. Besta inútil!)

22
Mai18

22-05-2018

Gostava de ser quem pensas que sou. A sério. A imagem que tens de mim parece porreira. Gostava mesmo de ser um gajo inteligente e organizado, culto e interessante. Infelizmente para nós sou um neet que (quase literalmente) se borra de medo quando tem que interagir com outro ser humano. Lamento informar-te, mas a pessoa que achas que sou (se é que alguma vez existiu) morreu há mais de uma década.

15
Mai18

...

Uma vez disseste que gostavas de ser jovem como eu, e ter a minha energia.
Ok. Podes ficar com a minha juventude. Está como nova, nunca usada.
Mas com ela podes levar também a minha solidão. Diz adeus ao teu telemóvel, aos cafés, aos jantares e saídas e festas. Diz adeus a todos, de conhecidos e amigos de infância. Renuncia a qualquer tipo de carinho e intimidade.
E já agora fica com as minhas dívidas, dia e noite em cima dos teus ombros. Cada dia a crescerem cada vez mais, a pesarem cada vez mais, e por mais que te esforces, sabes no fundo do teu ser que nunca, mas nunca nunca nunca as conseguirás pagar.

Se te dissesse isto ouvirias? Ou irias ignorar-me? E se me ouvisses conseguirias ao menos entender o que digo?

(Bolas, sou mesmo um gajo muito frustrado e deprimido com a vida.)
15
Mai18

15-05-2018

Sou um falhado quando me comparo com os meus colegas (tão novinhos, tão organizados, tão ambiciosos, com um futuro tão brilhante pela frente - aqui confesso que me apetece fazer-lhes festinhas no cabelo e apertar-lhes as bochechas, que fofinhos!).
Sou um falhado quando me comparo com a minha família (com casa, casados, com filhos, ou com carreiras corretas, honrosas, que não dão vergonha; adultos normais e perfeitamente integrados).
Sou um falhado quando me comparo com as minhas expectativas (tão fraquinho, tão burrinho, tão preguiçoso, e tão, tão, mas tão vil).

Só não sou um falhado quando me comparo com... a pessoa que era ontem. Ba Dum Tsss.
Buu, Buu, vai masé trabalhar, oh malandro!

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