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The Limping Mackerel

The Limping Mackerel

25
Jul19

confiança

É assim tão raro não ter amigos? É raro não ter alguém com quem falar, alguém com quem desabafar? É raro desconfiar quando alguém é simpático? É raro ver qualquer aproximação como um ataque? (Simpatia assusta-me genuinamente, acho distâncias muito mais seguras.) É raro ter a noção que ninguém na nossa vida quer saber de nós? É raro ser ignorado? 

Sou assim tão anormal? (Sim, sou.)

22
Jul19

frugal não é fino

Quer ajudar o ambiente? Quer preservar os animais em extinção? Quer apoiar a reflorestação?

Então compre!

Compre produtos de marcas certificadas que apoiam o ambiente! Compre produtos às associações ambientalistas! Compre, compre, compre! Ajude o planeta e satisfaça o seu ego de uma só uma vez!

É racional comprar coisas não necessárias? Não! É mau para o ambiente consumir recursos desnecessários (eg produção e transporte)? É! É contraproducente para as causas ambientais consumo não necessário? É!

Mas não interessa! O mais importante é acreditar que está a ajudar o planeta, e ainda mais importante, exibir os seus bens materiais, para todos saberem o quão amigo do ambiente (e rico) é! 

20
Jul19

perfeitos normais

Que inveja louca tenho de pessoas normais. Que raiva, que frustração sinto com pessoas que pensam, agem e sentem de maneira normal. Que ódio puro sinto com pessoas que não têm noção do quão bom, seguro e saudável é ser-se normal.

Que desprezo sinto por pessoas que, na sua pura normalidade, se acham diferentes, excêntricas e únicas; não têm noção que só são diferentes, excêntricas e únicas dentro dos parâmetros aceitaveis impostos pela sociedade. Extremos da curva, mas sempre debaixo desta.

Ser diferente não é bom, não é especial. É horrível. Ser excluído, ignorado, rejeitado, constantemente em todos os lugares e situações é um pesadelo, uma luta eterna que se prolonga uma vida inteira.  

Não há melhor que se ser normal.

17
Jul19

toy story 4

Fui arrastado contra a minha vontade para uma sala de cinema. Roubado em dinheiro ao balcão, roubado em tempo de vida na sala.

Como tantos outros que viram e verão este filme, cresci a ver o Toy Story e as sequelas (haha, parece que estou a falar de uma doença, haha matem-me). É, como quase todas as sequelas, desnecessária, mas não completamente ofensiva. Tem momentos maus, momentos enfastiantes, e momentos em que dá a comichão no nariz aquém dum riso.

Identifiquei-me muito com o Forky. O Buzz podia ter sido mais relevante. O Woody é deprimente (entre os 4 filmes nunca conheceu uma Barbie psicóloga). 

Nostalgia bait rasco, não vale o preço do bilhete, mas se forem arrastados pelas crianças grandes da vossa vida não é muito doloroso. Recomenda-se com álcool qb.

16
Jul19

querer e dever

O problema de abandonar o querer e o prazer surge quando não há dever que nos chame a agir. Se tenho que fazer é algo é fácil, basta fazer. O processo pode ser difícil, mas a escolha é fácil. Mas quando não tenho algo para fazer, há nada. Não há hobbies que me interessem, e o pouco entusiasmo que tenho é abafado pela culpa de fazer algo que não tem valor para outros. 

Não há café que cure este desanimo.

05
Jul19

Instagram

Não sou fã de redes sociais, não tendo na contra as plataformas em si, achando são bastante úteis. Mas como não sou uma pessoa social que nunca fez amigos não percebo o fascínio que tantos têm com elas.

Especialmente o Instagram. É só fotos e vídeos. Acho que é a plataforma ideal para consumidores de  fotos de animais fofinhos que procuram material variado e de alta qualidade (culpado, prenda-me senhor guarda). (E há memes, grande pecado meu, prisão perpétua sem passar pela casa de partida). Mas de resto... É mais simples, mas não tem nem metade das coisas que fazem o facebook útil. Parece muito unidireccional, mais audiência com menos participação. 

E influencers? Como é que isso funciona? Resulta? Há alguém no século XXI que não perceba quando está a levar com publicidade no focinho?

A sociedade é complicada de mais para mim.

02
Jul19

odeio o verão (e diagnósticos em praça pública)

Odeio o verão. Só quero ficar no quarto escuro, nos lençóis frescos, como uma rã.

Não quero sair, não quero sentir o calor, não quero o sol. Acima de tudo, não quero encarar pessoas. Não quero falar, não quero interagir. Só me quero esconder à caracol. Mas a vida não dá para isso. Permito-me umas sestas nas horas de maior calor e depois volto a colocar a minha máscara (que está tão, tão frágil nestas semanas).

...

Sei que sou estranho, que sou diferente. Sei que quem olha para mim sabe que há algo intrinsecamente errado comigo. É verdade, eu sei, os outros sabem. Mas custa um pouco (bastante) alguém diagnosticar-me uma perturbação psiquiátrica só de falar comigo 5 minutos e confrontar-me com isso, em frente de outros. Como é que posso voltar a encarar estas pessoas? (Como faço sempre, ignorar e esquecer, ignorar e esquecer.)

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