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The Limping Mackerel

The Limping Mackerel

18
Nov19

Vazio

Quando digo vazio quero dizer que falta algo. Que na minha mente há um espaço, de limites bem definidos, no qual falta qualquer coisa. São peças que faltam no puzzle. Tenho noção do que lá pertence com base na cor, na textura e na forma das peças vizinhas. Mas o que lá falta nunca esteve lá. Nunca tive o que lá falta. Só consigo adivinhar, imaginar o que preenche esse vazio.

10
Nov19

Dia dos solteiros

Amanhã é dia dos solteiros. Começou na China, por ser uma data só com 1s. É um dia tão deprimente como o dia dos namorados. É o dia em que muitas pessoas mostram quão felizes, satisfeitos e completos se sentem nas suas vidas de solteiros, como já fazem a 14 de Fevereiro. E ao fazerem isso, passam a imagem contrária. Quanto mais vocais são no seu orgulho de serem solteiros, mais tristes parecem. O que ouço quando alguém diz que está bem solteiro é: estou triste por ser o único solteiro no meu grupo de amigos; sinto-me sozinho por chegar a casa e não ter ninguém com quem passar o serão; é uma treta dormir sozinho, especialmente no inverno.

Isto porque pessoas que estão bem sozinhas, que vivem bem com elas próprias e estão seguras na sua singularidade, são confiantes no seu estado solteiro. Não se sentem atacadas no dia de São Valentim, e aceitam que não é um dia para elas. Não precisam de relembrar a toda a gente o quão independentes e poderosas são, porque sabem que o são, e isso nota-se. Quando uma pessoa é algo, isso nota-se, vê-se bem. Coisas óbvias não precisam de ser ditas, não devem ser ditas.

04
Nov19

Retrospectiva

Sempre que penso no que fiz, seja no passado distante ou ontem, vejo que falho muito. As coisas que faço, mesmo que sejam na direcção certa, nunca são as melhores.

E não noto grandes melhorias na minha capacidade de decisão. Ou melhor, noto, mas considero-as insuficientes. Não há algo na minha vida que pense, ah, fiz a escolha certa naquele momento. E ver o que era futuro tornar-se um futuro falhado não ajuda, só reforça o falhado que faço.

Não sei até que ponto não seria melhor começar todos os dias como uma tela em branco.

04
Nov19

Quero partir os telemóveis

Como qualquer pessoa dita normal, passo o tempo agarrado ao telemóvel. Mas odeio. Odeio estar agarrado ao telemóvel em público, mesmos  quando toda a gente o está a fazer. Sinto que me estou a expor, a colocar-me aberto a ataque. E por outro lado, bem, o telemóvel é um bocado seca. As coisas realmente interessantes que dá para ver na WWW não me atrevo a ver em público. Já tentei usar o telemóvel como ferramenta de estudo e produtividade, mas não consigo ler e muito menos escrever de maneira decente no telemóvel. Estudar só com o telemóvel, sem sequer ter um papel ao lado onde escrever é para mim um exercício em futilidade. Dá para gravar notas e tirar duvidas esporádicas, mas para um bom estudo é absolutamente inútil.

Mas o que posso fazer? Falar com as pessoas? Que horror! A minha maturidade social ficou na idade dos porquês! Não consigo ter uma conversa : ou ouço um monologo, ou faço um interrogatório. Sou pior que a Inquisição espanhola! Não porque seja cusco por natureza, mas fazer perguntas é a única coisa que sei fazer! Não sei comentar, e muito menos reciprocar a informação que me dão. Porque é isso quer é uma conversa. Uma troca. Uma pessoa diz algo, e em troca recebe informação se valor equivalente. E eu não tenho informação para dar! Não sei o valor, nãos sei as taxas de conversão. 

Mas mesmo com esta aversão, esta incapacidade de comunicar, quero que os telemóveis percam as suas numerosas capacidades. Pode ser que assim que assim colegas e supervisores parem de se fechar nos seus mundos.

Isto é horrível, entrei na adolescência na idade em que os telemóveis se tornaram correntes, e honestamente acredito que perdi (e não sou o único) uma parte do que é ser humano.

(Escrito do meu telemóvel.)

03
Nov19

Instintos racionais

Julgo as pessoas com base nos meus valores, com base naquilo que quero em mim próprio. E é uma coisa tão estúpida. Quem sou eu para julgar outros? Que arrogância comparar outros e as suas vidas com os meus valores distorcidos. É francamente uma coisa horrível que faço e que quero deixar de fazer. 

Problema: os julgamentos são geralmente intuitivos e ao primeiro contacto. É algo que fazemos em segundo plano e só mais tarde quando voltamos a pensar nessa pessoa reparamos que temos uma série de hipóteses e teorias baseadas numa amostra dessa pessoa.

Sei que tem base e acredito que devemos ouvir os nossos instintos, mas como seres racionais somos capazes de avaliar os nossos instintos e decidir se têm alguma base ou são só protectores do ego.

02
Nov19

Toque

Não gosto que me toquem, não gosto que se aproximem de mim. Esforço-me para relaxar, esforço-me por deixar as pessoas entrarem, explorarem e verem que não tenho (muito) a esconder. Mas o meu instinto, a minha vontade, é de empurrar, de fugir, de esconder. Odeio aproximação, odeio intimidade, odeio cumplicidade. Não quero, não quero, não quero. Não quero confiar, sei que não posso, não devo, não mereço confiar. E sem confiança, sem segurança, sem esperança, qualquer aproximação é uma ameaça.

01
Nov19

NaNoWriMo (e movimentos de Novembro)

Este é um evento que descobri há alguns anos, mas nunca me inscrevi, nem participei. Sou homem de poucas palavras, preferindo ler e editar o trabalho de outros. Este ano vou participar, porque parece ser engraçado. Diria que vai ser como ir ao dentista todos os dias durante um mês, mas nunca fui ao dentista, por isso não tenho bases de comparação. 

Há também o No-Shave November (não sei se já chegou a Portugal), mas sinto-me estranho e sujo com barba, por isso não vou participar. Mas acho que para quem tem curiosidade em ver como fica de barba mas não consegue crescer uma em condições este mês é uma boa desculpa. Também é uma desculpa para quem é preguiçoso.

 O No-Nut November é... não, demasiado estranho.

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