Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

The Limping Mackerel

The Limping Mackerel

31
Dez19

Resoluções

Independentemente das resoluções de Ano Novo que façam é importante reter dois pontos.

Primeiro: todos os dias começa um ano nas nossas vidas, e não vale a pena esperar pelo dia 1 de Janeiro, ou pelo final do mês, ou pela próxima 2ª feira. A mudança começa sempre no agora.

Segundo: falhar é mau, é desmoralizador, mas nunca pode ser o fim. Um processo de mudança, de crescimento não é o sim ou não, tudo ou nada. É uma linha ininterrupta, com altos, baixos, e aplainamentos.

Dito isto, força para quem vai fazer resoluções na viragem do calendário.

 

30
Dez19

(não) sonhar

Não sonho muito, ou, correctamente, não me lembro dos meus sonhos. Lembrava-me de um por ano até chegar aos 20 e picos. A partir daí comecei a lembrar de mais, especialmente quando estou muito stressado ou quando como açúcar antes de dormir. Parece que estou a perder algo engraçado. O normal parece lembrar quase todas as noites coisas engraçadas e fantasiosas, ou memórias antigas.

Algo que li, e que parece mesmo muito giro são uns sonhos lúcidos, ou seja, ter noção de que se está a sonhar e poder controlar os sonhos. A primeira parte já a tenho aprendida; nas memórias tenho sempre noção de que estou a sonhar. Mas não consigo controlar o que sonho, vou sempre onde o sonho me leva.

Um dos primeiros passos para ter sonhos lúcidos é lembrar (e escrever num diário) os sonhos que temos, assim que acordamos. É dificil registar algo que não me lembro. Outro passo é verificar se estamos acordados, e este é engraçado. Ao longo do dia perguntamos a nós próprios se estamos acordados, e olhamos em volta para confirmar. Ganhando este hábito de confirmar a realidade, passamos esse hábito para quando estamos a sonhar. Não sei se vale a pena treinar isto, porque não é a consciência que me falta, mas sim a capacidade de controlar o rumo do sonho.

Se calhar podia fazer a resolução de ano novo manter um diário de sonhos, para treinar a memória e a retenção de sonhos. Os próximos meses vão ser apertados, por isso posso esperar uns quantos pesadelos induzidos por stress.

28
Dez19

Micro-sentimentos

Algo que tenho prestado atenção ultimamente é à minha cara, nomeadamente as micro-expressões que sinto. Todos temos aqueles pequenos movimentos involuntários que fazemos perante algo que nos faz rir, chorar ou que nos enoja. É algo que tento controlar no dia-a-dia, para não rir em momentos inapropriados e para não mostrar quando alguém me irrita.

Prestando alguma atenção, reparei que faço muitas caretas quando estou a comer, mas mesmo muitas caretas. Geralmente controlo-as, mas se as seguir, se completar o movimento que a minha cara está a fazer, acabo por cuspir o que estou a comer. O que é estranho é que é para todo o tipo de comida, se bem que mais para umas do que para outras.

Não acho que isto seja normal, mas também não sei o que significa.

23
Dez19

Fraude

Sinto-me uma mentira. Não sei o que fiz para chegar aqui. Sinto-me de tal maneira falhado que me espanto como é que ainda estou vivo, como é que alguém tão inútil e incapaz consegue sobreviver no dia-a-dia sem ser cometido a uma instituição. Tenho tanto nojo de mim próprio que tenho vergonha de sair à rua e interagir com outros. Como é que posso fazer isso a alguém, forçar outra pessoa a estar no mesmo espaço com algo tão nojento e abjecto como eu?

(Não quero mostrar a cara hoje.)

22
Dez19

Agendas passadas

Nunca fui pessoa de ter agendas. Sou muito caótico e geralmente tenho as minhas notas e apontamentos espalhados por todo o lado. Mas no Natal do ano passado ofereceram-me uma agenda, e tentei usa-la. Não correu muito bem. Se calhar estou demasiado habituado a escrever no computador. Tenho pena de ter falhado numa prenda tão querida.

Fui ao Google certificar-me que não, não sou o único (e agora estão os Xutos & Pontapés a tocar na vossa cabeça, não têm de agradecer) a deixar agendas para trás. Por isso vou tentar usa-la para o próximo ano. Pode-ser que para 2030 pareça preenchida.

A não ser claro que me ofereçam outra. Nesse caso acho que vou guardar esta para recordação, e só volto a usa-la em 2030.

20
Dez19

Contagem decrescente

Já estava a contar os dias e as horas que faltam para o jantar de Natal e poder comer e beber que nem um porco. Mas depois lembrei-me que vou ter de conduzir, e assim não posso nem beber nem ficar em coma alimentar. 

15
Dez19

Fome

Tenho o luxo de nunca ter passado fome na minha vida. Mesmo quando chegava a meio do mês sem dinheiro, conseguia comprar leite, pão de forma e café solúvel. Não era a melhor dieta, mas dava para ir trabalhar e dormir com estômago em paz até receber o ordenado.

Agora não tenho fome, não tenho gula, não tenho apetite, mas quero comer. E grandes quantidades! Papas de aveia com compota, brócolos com arroz, taças de sopa e fruta, mãos de frutos secos. E mesmo coisas que não gosto, como queijo e chocolate e chouriço, se são oferecidas são comidas. Nem sequer há uma voz na minha cabeça a dizer para comer, ou que sabe bem. Se está disponível é comido num abrir e fechar de olhos.

Sou sempre o primeiro a acabar de comer, e até tenho maneiras à mesa. Espero até todos estarem prontos, ajudo a levantar os pratos e não sou um cão esganado a comer. Mesmo assim, rapidamente fico com o prato limpo, até ao último bago de arroz.

Sinto-me como um camaleão.

14
Dez19

Não gosto de gatos

Não gosto de gatos.

Mas nem são má companhia. Especialmente o ronronar. Acredito que a vibração que um gato emite ao ronronar faz bem à saúde. Não sei o mecanismo, mas acredito que tenha algum efeito, nem que seja placebo.

13
Dez19

Tinder e afins

Como qualquer pessoa adulta, solteira e com smartphone, já usei aplicações de encontros. Na teoria, gosto da ideia. Para pessoas que não têm interesse ou disponibilidade para estabelecer relações, este tipo de aplicações facilita relações sexuais casuais e sem compromisso. Tem a vantagem de não se sair de casa e gastar dinheiro sem engate garantido. É muito mais rentável e económico que sair de casa para um bar ou uma discoteca, e muito prático para quem está só de passagem num sítio e não sabe onde ir.

Na prática é um nojo. A quantidade de azeite que verte de cada perfil é suficiente para fritar todas as batatas em Portugal durante um mês. As conversas são sexuais, e sim, é o que se está à espera e o que se procura, mas coprofilia nunca deve ser abordada na primeira conversa.

E a cereja no topo do bolo, as DSTs. Cresci na época da SIDA, da educação sexual nas escolas e dos preservativos distribuídos como se fossem doces (mentira, ninguém na escola nos dava doces). Agora o cancro é a grande doença que toda a gente teme, e com razão. Mas com a luta para desmistificar a SIDA e o VIH, perdeu-se o medo. Ah, há vacinas e comprimidos e estudos que mostram que a carga viral não se detecta, e pessoas com VIH já não têm SIDA, por isso não há problema.

Não, há problema. Com a perda do medo, voltam os comportamentos de risco e a mentalidade que levou à propagação do vírus em primeiro lugar. Apesar de já não ser tão mortal como era no século passado é ainda uma infecção crónica associada a imensas comorbilidades, cuja única maneira de controlar é com um cocktail de medicamentos para o resto da vida. Que prático e libertador!

Não tenho problema moral com sexo casual e sem compromissos, mas pelo que vi da população que usa Tinder e companhia é como ir buscar comida ao contentor do lixo.

12
Dez19

Dermatilomania

Mesmo que não seja útil, é importante dar nome às coisas. Neste caso, a maus hábitos. Desde que comecei a puberdade, tenho este hábito de espremer borbulhas, escavar pontos negros e pêlos encravados. Até aqui, acho que são hábitos maus, mas normais, de qualquer adolescente.

Mas há muito tempo que já não sou adolescente, e ainda continuou a fazer isto, sabendo a que a regra de ouro da pele é "não tocar". Mesmo sabendo que cada vez que abro uma ferida abro uma porta de entrada para infecções. E o pior é que não faço isto por ter borbulhas. Quando estou mais stressado, assustado, frustrado, fujo para a casa de banho, pego na pinça e começo ao trabalho. Vinte minutos depois estou mais calmo, mas com a cara cheia de sangue e feridas. Não é uma boa troca.

O resultado de duas décadas deste hábito é uma cara com uma pele marcada e francamente nojenta. E agora não há muito a fazer. Evito espelhos o mais que posso e uso cremes para feridas todos os dias, mas as marcas estão lá. Vou ficar para o resto da minha vida disfarçado de Freddy Krueger.

Moral da história (e ouçam-me, porque as consequências não são bonitas): não toquem em borbulhas, pontos negros, pêlos encravados, sinais ou quaisquer irregularidades que tenham na pele. Se têm problemas de pele usem produtos suaves e adequados para o problema, não esfoliem em demasia e prefiram sempre algo que nutre a algo que limpa. Se é mesmo grave vão ao dermatologista.

E nunca espremam uma borbulha, por muito grande que possa ser. Borbulhas esporádicas são normais, toda a gente as tem. Se não as espremerem elas regridem sem deixar marca. Se as abrirem vão ficar com uma ferida inflamada que ainda é mais visível que a borbulha.

 

Pág. 1/3

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D