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The Limping Mackerel

The Limping Mackerel

30
Jan20

Massagem

Acho que quando tiver dinheiro vou a um SPA ou um sítio desses. Mesmo melhorando a postura sinto os ombros sempre tensos. Já tentei massajar os meus ombros e pés, mas não notei diferenças.

29
Jan20

A minha vizinha

Não percebo a minha vizinha de cima. A senhora passa o dia inteiro a gritar. Sabem aqueles gritos tão altos que até a voz arranha? Esses gritos, todo o dia, todos os dias, durante anos. Grita com os netos, grita com os filhos, grita com os gatos. Grita, grita, grita.

Nunca a confrontei com isso porque sou um cobarde e não gosto de falar com outros, muito menos para fazer queixas. Mas dou por mim a pensar, como é que é possível? Como é que a mulher ainda tem voz? Porque é que ela grita quando vive num apartamento minúsculo? Como é que a família a atura (esta é fácil: ela é quem toma conta da casa)?

Ao início foi difícil estudar sempre com este agradável barulho de fundo, mas depois uma pessoa habitua-se. Mas tenho saudades de viver com vizinhos calmos, ou ainda melhor, sem vizinhos.

28
Jan20

Actualidade

Não gosto muito de falar de temas actuais, nacionais ou internacionais, porque são os temas que toda a gente fala. Um dos meus problemas quando estou num grupo de pessoas é dizer algo que não foi dito por outra pessoa. Todas as conversas têm ritmos, e estou tão preocupado em seguir esse ritmo e ver que ele é cumprido que me abstenho de participar. Isto não é bom para a minha vida social (que não existe, credo, eu não existo).

Na esfera online acontece o mesmo. Qualquer que seja a nossa opinião individual podemos ter a certeza que há uma legião que a partilha e expôs ao público, por vezes de maneira muito mais articulada e elegante que nós. Por isso gosto de me forçar a escrever sobre o que me passa na cabeça, o que é mau quando penso em coisas da actualidade, e quando não penso nisso penso em coisas que não devem ser partilhadas.

Enfim, problemas de quem escreve um blog por passatempo. Por mencionar isso: comecei este blog porque queria perder o medo de escrever em si, independentemente do conteúdo. Noto alguma melhoria, e um espaço vazio não me aterroriza tanto como antes. Tenho medo, mas medo é uma criatura que me acompanha desde pequeno, e continuará comigo para sempre.

26
Jan20

Monotonia

Ainda agora começou a década e já aconteceram muitas coisas que empurraram o ponteiro do apocalipse para a meia-noite: os incêndios na Austrália, a tensão entre os EUA e o Irão, o novo vírus cortesia da China. Coisas que só por si deviam chocar, mesmo quando condensadas no mesmo período, parecem irrelevantes.

Ninguém vai mudar o seu estilo de vida para contrair as alterações climáticas; os políticos vão continuar a instigar guerras por interesses económicos; e novas epidemias vão surgir (ou ressurgir, graças à malta anti-vacinas).

É sempre o mesmo ciclo, uma e outra vez, e nada muda, nada se aprende.

25
Jan20

Aveia

Quero só aproveitar para dizer que gosto muito de aveia quando quero algo rápido e estou cheio de fome. É muito boa com compota e mel, fruta (seca ou fresca), canela e cacau (alfarroba nem por isso), e até com creme de vegetais e ovo! Nunca experimentei com queijo ou paté, mas acho que deve saber bem com qualquer sabor "quente". E agora que estou a pensar, deve ser também bom com gelado.

22
Jan20

palavras sobre tecnologia, internet e informações pessoais

Será que deve haver um limite à tecnologia que permeia as nossas vidas? Pergunto isto porque francamente nas ultimas décadas tem havido uma evolução brutal do que esta disponível ao publico, e alem disso, em certos círculos profissionais, é essencial dar parte de nos aos meios informáticos.

Há mesmo necessidade de tanta informatização, de tanta partilha? Por exemplo, há agora smartwatches que controlam os nossos parâmetros vitais. Há aplicações que registam os ciclos de sono, as calorias e nutrientes que ingerimos, as calorias que despendemos e como e quando as despendemos. Entendo a curiosidade que leva a pessoas a fazer isto, mas é mesmo necessário?

Isto para não falar de dar dados pessoais a terceiros. No início da internet a primeira regra era não partilhar informações pessoais. Não partilhar fotos, nomes e muito menos moradas. Era tudo à base de alcunhas. Agora o anonimato é quase impossível, e visto como uma aberração. Um grande número de jornais online aderiu mesmo a uma plataforma que pede dados para ler os artigos. Entendo perfeitamente que os jornais online queiram subscrições e tenham artigos fechados a subscritores, e é legítimo. Mas pedir dados pessoais para ter acesso básico a um site de notícias? Para mim não faz muito sentido.

E o mais engraçado é que mesmo com a perda de anonimato, o comportamento das pessoas manteve-se igual. Quando se é anónimo na internet pode-se dizer o que se quiser, sem filtros, e o pior que acontece é ser banido no site. Mas nas últimas décadas as pessoas têm comportamentos completamente execráveis associados aos seus nomes, moradas, família, amigos e trabalho. Para onde foi a noção, a vergonha, o senso comum? Como é que alguém pode pensar que é boa ideia associar o seu nome ao que diz numa caixa de comentários? Onde é que está a educação básica de uma pessoa?

Posso me queixar, mas ver a evolução da tecnologia com o passar dos anos é fascinante. É muito rápida nalguns aspectos, mas onde estão os carros voadores e os robôs que os anos 80 prometeram?

16
Jan20

Recycle Bingo

Quero falar de uma aplicação para telemóvel criada com o objectivo de incentivar pessoas a reciclar. Pensava que reciclar era hábito das famílias portuguesas, mas depois da época natalícia e visitar cozinhas de outras pessoas vi que não é uma prática assim tão disseminada.

Esta aplicação, ainda só em alguns distritos, dá pontos aos utilizadores a cada 3 dias. Esses pontos são recolhidos juntos de um ecoponto registado na aplicação. Vão lá, reciclam o lixo, ligam os dados e o GPS do telemóvel e fazem check-in. Clicam nuns bonequinhos que dão pontos, e se preencherem um cartão de bingo com os bonequinhos recebem ainda mais pontos. Depois usam esses pontos para vales de compras e bilhetes de cinema.

Por 3 minutos a cada 3 dias, durante quase 1 ano, ganhei pontos suficientes para 2 bilhetes de cinema e 10 € no Pingo Doce. Recompensa pequena para trabalho pequeno. Como já reciclava, a única coisa que mudou é que agora levo o telemóvel comigo. Para quem é forreta como eu, acho que vale a pena ter esta aplicação. É mais virada para as crianças, mas coisas grátis agradam a miúdos e graúdos.

A única coisa que tenho a criticar é a maneira como se atribuem os vales e os bilhetes. Depois de os pedirmos demoram 2 dias a ser enviados para o mail, e depois temos de os imprimir para os usar. Isso não é muito amigo do ambiente, e faria muito mais sentido enviar os vales para a aplicação, ou pelo menos não ser necessário imprimi-los.

Resumindo: reciclem e poupem dinheiro no Pingo Doce.

https://recyclebingo.pt

15
Jan20

Legitimidade de gostos

Hoje quero falar de interesses, exclusivamente na esfera dos hobbies: as músicas, os livros, os desportos e danças, e as outras facetas da cultura de entretimento. Há poucas décadas atrás os interesses eram limitados pelo dinheiro e morada de cada um. A televisão eram 4 canais, os livros eram os que estavam na biblioteca da escola e música era o que dava na rádio. Uma coisa muito boa da internet é que removeu grande parte dessas barreiras culturais, e agora, quem tem acesso pode procurar não aquilo que está disponível mas aquilo que gosta.

Introdução feita, vou dividir interesses em 2 categorias: do próprio e sociais. Os do próprio são aqueles que alguém procura porque lhe trazem pessoal em si. A procura, o consumo, a partilha e a produção são feitas por paixão ao interesse em si. Na categoria dos sociais são os interesses que se cultivam para pertencer às pessoas com quem se vive. Aquele filme que se vê porque toda a gente está a falar, a música que se ouve porque é a que toda a gente acha inofensiva, o livro que se lê porque está na montra da livraria.

Agora, qual é o mais legítimo? Na minha opinião é o social; na opinião da pessoa com quem discuti é o do próprio.

Os interesses do próprio, como fim em si, são mais legítimos porque demonstram o verdadeiro "eu", o carácter da pessoa. São valorizados em si, por aquilo que ensinam e pelo prazer que trazem.

Por outro lado, acredito que os interesses sociais cultivados para ser incluído num grupo têm muito mais valor, porque além de darem prazer, permitem que uma pessoa esteja com os outros, tenha temas de conversa em comum, e que não seja excluída no sítio onde vive e trabalha.

Os interesses sociais, a cultura geral discutida e partilhada nas redes sociais, pode ser considerada sem valor por apelar ao mínimo dos mínimos, mas é só para isso que ela serve, para unir o maior número possível de pessoas. Esta é a função mais importante de qualquer hobbie ou interesse.

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